O que é a PSICOLOGIA? Tem dúvidas se deve ou não procurar aconselhamento e ou apoio psicológico? Contacte-nos e poderemos esclarecer todas as suas dúvidas.
A Psicologia está intimamente relacionada com a compreensão e tratamento do sofrimento psíquico, das psicopatologias e com a ajuda na resolução de problemas e conflitos (internos e/ou externos) do ser humano. Provém do grego psico (alma) e logía (estudo) sendo a ciência que estuda os processos mentais e o comportamento do ser humano considerado como um ser holístico, isto é, bio-psico-social.
Sem livro de receitas ou manual de instruções para desempenhar os papéis de pai e mãe, constatamos que a vida quotidiana em família é feita de avanços, dúvidas, momentos de regozijo e motivos de preocupação. Quando um filho nasce, os seus cuidadores questionam-se em relação aos ritmos do bebé, ao seu choro, ao seu emergente desejo de exploração, à sua saúde, etc.
Desde que um bebé surge, os seus pais, ou aqueles que praticam o acto de cuidar, prestam atenção a sinais. Sinais comunicativos: de agrado, prazer, de dor, de desprazer, de chamada de atenção.
O bebé interage com o outro e cresce ("por fora" e "por dentro"). A preocupação essencial dos cuidadores mantém-se na saúde, mas à medida que o aparelho psíquico da criança se vai desenvolvendo, estruturando as bases da sua personalidade, ganha cada vez mais importância a atenção à saúde mental, visando um desenvolvimento saudável e equilibrado.
Assim, são muitos os pais e mães que se questionam em relação aos aspectos do desenvolvimento psíquico que fazem parte do crescimento (por ex., o medo do escuro presente até determinada idade), e a outros que não o são, chegando a perguntar quando é que os sinais deixam de ser "normais" e se tornam representativos de algo menos positivo que se está a passar dento da criança.
As dificuldades em discernir tais sinais surgem também quando, enquanto pais, vislumbrar as razões para certos sintomas e/ou dificuldades dos tão amados filhos parece não ser de todo possível.
Sentimentos de angústia, preocupação, desorientação e frustração são vividos não raras vezes por todos aqueles que cuidam de crianças, principalmente quando surgem situações preocupantes fora da "planificação oficial do desenvolvimento saudável".
Deste modo, faz sentido enumerar, sinteticamente, algumas das situações e comportamentos onde as expressões da criança indicam dificuldades no desenvolvimento e na saúde mental desta, sendo por isso, consideradas sintomáticas:
As "dores" internas são, não raras vezes, desvalorizadas pelas pessoas que nos rodeiam, e não menos vezes "esquecidas" ou silenciadas por nós próprios. Há quem vá deixando sinais, apelos de ajuda mais ou menos explícitos, mas nem sempre ouvidos ou entendidos pelos outros…
E há quem, por vergonha, medo de incompreensão ou por dificuldade em identificar em si os sintomas do seu desarranjo, se vá calando, restando-lhe apenas a turbulência de um sofrimento "privado", vivido a sós, de si para si próprio.
O sofrimento de cada um deve ser sempre considerado como um sinal de alerta, que nos diz que dentro de nós há relações, circunstâncias de vida, medos, dificuldades, lutos, separações, amores, e desamores, que ainda estão por resolver, e que correm o risco de aí ficarem dolorosamente tatuados, contaminando-os e limitando-nos a possibilidade de sermos felizes, senão nos propusermos a pensá-los a elaborá-los.
E, pensar e elaborar passa, sobretudo, por se fazer ouvir no sentir do outro: procurando ajuda e ser-se ajudado.
Estamos, pois, em sofrimento, sempre que a nossa relação connosco próprios (e que condiciona significativamente o modo como nos relacionamos com os outros), nos deixa dissabores, inquietações, frustrações, ambivalências, raiva, tristeza, melancolia, desespero…
Deste modo, é importante referir alguns dos sinais de alerta que o próprio, a família, ou outros significativos, devem estar atentos, porque são sintomáticos de instabilidade e/ou perturbação da saúde mental, e por isso mesmo, indicadores da necessidade urgente de acompanhamento psicológico: